Conto Erótico da Terceira Idade

Nunca imaginei em vida, que atender o balcão de uma loja de informática pudesse ser tão complicado, ou até mesmo, inusitado. Eu poderia entrevistar um balconista e escrever um livro sobre ele, tenho certeza que histórias não faltariam.

Por exemplo, nunca imaginei na minha vida que poderia co-dirigir um filme pornô

Mas a vida dá voltas. Tudo começou quando um cliente chegou na loja, fazendo uma pergunta um tanto óbvia:

– É aqui que é a loja de informática?
– Imagino que sim. Qual o problema? – respondi calmamente, porque sou um cara muito pacífico e manero
– É que eu tenho… Eu preciso gravar um negócio e não consigo.
– É câmera digital?
– Hm?
– Webcam? – Ia tentar explicar, mas desisti – Você quer gravar o quê?
– É um negócio muito importante, você sabe mexer nisso, né?
– Sei – sendo que eu não tinha a mínima idéia do que ela tava falando, mas imaginei que fosse webcam
– Tem como você fazer uma visita em casa?
– T-tem, mas hoje não dá – Já tinha começado a ficar com medo
– Amanhã eu passo aqui então.
– Espera, tem um outro técnico que vai voltar daqui a pouco e-
– Não, você vai lá amanhã. Eu venho te buscar

E o velho saiu (eu esqueci de mencionar no começo do texto que era um velho pançudo). Ok, fazer visita ao cliente não deve ser ruim.

No dia seguinte, ele voltou para “me buscar” para eu fazer a tal visita. Imaginava eu que ele pelo menos viera de carro, certo? 2 horas de onibus até a casa dele.

Depois descemos e fomos andando por umas ruas estranhas, entramos em um terreno baldio, atravessamos e chegamos num estábulo. A casa dele era um barraco escondido entre os cavalos. Fato importante e que será usado dois parágrafos a seguir: Estava extremamento calor no dia.

Entrei no barraco de dois cômodos dele (3 na verdade, era meio metro quadrado de cozinha e 4m² de um quarto-banheiro. A casa era CHEIA de celulares, tinha uma televisão enorme de 46′ LCD. Mas vamos imaginar que ao invés de gastar na comodidade ele gastava na qualidade.

Ele chegou, tirou a camisa, jogou na pia da cozinha e disse pra mim “Se quiser tirar fique a vontade”.

Eu escrevo calmamente hoje, um ano e meio depois do que aconteceu, mas no dia eu estava apavorado.

Enfim, tentei ficar na minha fazendo a pergunta mais idiota possível “Onde que está o computador?”. O cara tem um barraco de dois comodos e eu tive a moral de perguntar isso.

Ele me levou até o computador, me mostrou o arquivo que era para gravar e até ai a vida era bela. Era um video que começava com a festa da sobrinha de 6 anos dele.

Abri o Nero, fiz as seleções e mandei gravar.
Não sei quantas pessoas já gravaram um video em um DVD pelo Nero, mas para quem não sabe, ele mostra um pequeno preview do video enquanto grava.
Começou com a festa, depois mostrou um quarto… Nessa hora eu olhei em volta (o velho tava sem camisa sentado na cama) e vi que era o mesmo quarto do vídeo. Depois apareceu uma velha, apareceu o cara, eles diraram a roupa e começaram fazer sexo como samambaias ao vento.

Sabe, existe algum motivo pelo qual vídeos pornôs da terceira idade não fazem sucesso.

Enquanto isso tudo acontecia na dela, eu tentei disfaçar, comecei a ler o manual da camera dele e um monte de coisas.

Quando o video finalmente terminou (1 hora 46 minutos [que o Nero demora uns 20 para passar todos os quadros], provavelmente um recorde depois que o cara passou dos 50, realmente um filme porno), ele pegou o DVD e falou “Agora deixa eu testar”.

Antes que eu falasse que não era necessário, ele colocou o filme na TV de 46′ dele.

Isso não sendo o bastante, ele começou a apontar e fazer comentários sobre a performance dele.

Depois de passar por uns 10 minutos da versão exclusiva com comentários do diretor/ator, usei uma desculpa “Então, tenho outro cliente para ir e preciso ir embora”.

Ele se ofereceu para me acompanhar até o ponto. Aceitei, porque ele morava no meio de um monte de barraco e eu tenho o costume de ser assaltado.

Chegando no ponto de onibus, que tinha mais pessoas do que o carro que distribui a Sopa da Solidariedade

o velho (sem camisa) tira o dinheiro do bolso “Toma aqui pelos seus serviços”.

Bom, para quem não me conhece e nunca leu nada que escrevi, meu pseudônimo é vinik (@), e aparentemente sou um Go Go Boy da Terceira Idade. Quando tiver vontade estarei compartilhando minha vida aqui no Alo PF!

Teoria pósmodernoromanticoboemia sobre o amor 1.5

Aí você me pergunta o motivo da demora na postagem de textos decentes (afinal eu lotei isso aqui de “textos tapa buracos” nos últimos dias). Simples: estava eu trabalhando na construção dessa maravilhosa teoria, tentando estudar e fazendo coisas mais importantes que postar aqui (e daí que eu não estava conseguindo pensar também em nada muito legal para escrever, mas enfim, vamos à teoria).

Filosofando com o pessoal aqui da delegacia (ou você ainda acha que o título do blog vem mesmo do meme “ALÔ PF” ???) sobre amor, chegamos à conclusão de que existem três maneiras de se amar alguém: por sentimento, por tesão, e por dinheiro. E é sobre isso que falaremos hoje, queridos bastardos!

O amor sentimental

O amor por ~sentimentos~ é, na minha opinião, o pior de todos os tipos de amor e também o que é escolhido quando atingimos a puberdade e começamos a ir atrás de gatas [só gatas] para a prática do coito (ou não né, você pode ser esperto e pular logo para o amor pelo ~tesão~, vai saber), e acreditamos que o amor é um misto de Malhação ID, novela das oito e comédia romântica.

Mas não é isso o que acontece irl (sigla para in real life, ou “na vida real” para os leigos), já que no final das contas, você sempre se fode no final. Não que isso não aconteça nos outros casos, mas é que neste o prejuízo é maior (e vou explicar os motivos durante o texto, apenas fique calmo e continue lendo).

Mas como você é uma mula, eu tenho certeza que você não entendeu direito como é o amor por sentimento e, como eu tenho um compromisso com a verdade e a divulgação do conhecimento, eu vou te explicar melhor esse tipo de amor. ENTÃO PRESTE BASTANTE ATENÇÃO, POIS EU VOU EXPLICAR SÓ UMA VEZ, OK?

Seguinte: Você se apaixona, acha que a pessoa é o amor da sua vida, em duas semanas seu mp3/4/5/6/n+1 player já está lotado de músicas românticas. Você passa a ver tudo mais lindo, seus tweets mudam (aliás, seu comportamento nas interwebs passa a ser caracterizado por toda aquela caralhada costumeira de quem está apaixonado, as quais eu não a listarei aqui, ok?!).

Mas quando você menos espera, vem alguém com mais pinto, mais dinheiro, mais fama uma capacidade de conquista melhor que a tua. Essa pessa, obviamente, rouba a sua morena/loira/etc de você.

Essa é a parte em que você se fode. Nas semanas seguintes, o seu destino é uma mesa de bar. Lá vocÊ bebe todas, chora no ombro de um amigo, faz escândalo, acorda do lado de um negão depois de beber todas e promete a si mesmo jamais amar.

Esse é o principal momento em que alguns também passam para o amor por ~tesão~.

O amor por tesão

O amor por ~tesão~ nada mais é que aquele amor pelo sexo, pela carne, pelo prazer da foda. Esse é o tipo de amor em que os sentimentos são supérfluos e o que importa é pecar.

Também é conhecido como “fuck friend” (ou segundo nível da amizade colorida (que se você não souber o que é, pode se matar e sair do meu blog, pois eu não admito gente burra e sem conhecimentos práticos sobre a vida aqui)), etecetera. Relacionamentos assim se tornam bastante interessantes quando se levam em conta que a única coisa que se perde nele é o dinheiro do tetel (motel para os leigos), ATÉ PORQUE camisinha tem ~de grátis~ no posto de saúde.

Lógico que tem a parte em que você fica literalmente NA MÃO. Mas eu estou evitando citá-la em função da quantidade de piadinhas de duplo sentido que essa reflexão pode causar.

Como diria o outro, sexo casual é coisa linda de deusu. Você não fica por aí todo bobo apaixonado vendo o mundo como um fã de Restart, achando que tudo é belo e que aquele seu vizinho chato é o cara mais legal do mundo, mesmo com ele chegando em casa às 3:45 da manhã (OLHA A HORA DO DIABO AÍ GENTE!), fazendo um barulho da porra, botando os cachorros que moram em uma área de 2km ao redor para latir loucamente, quebrando a casa, tocando a pior música do mundo (algo que não é muito difícil de se achar às TRÊS E QUARENTA E CINCO DA MATINA, mas enfim) todo final de semana (pode ser usado como exemplo também o vizinho do outro lado, que acorda todos os domingos às sete da manhã, vai para o culto (ALELUIA IRMÃO) e volta às oito para tocar loucamente a tua campainha para lhe pregar a palavra do Senhor, ou então na hora do jogo do seu time favorito.

Amor por tesão é uma coisa FODA (e que, por concepção, é algo que me permite fazer mais uns 69 trocadilhos super gozados). Mas como tesão é algo que um dia acaba (se VOCÊ acha que essas coroas globais ou a Madonna estão aí pegando seus rapazotes de vinte e poucos anos bombados, que poderiam estar ganhando dinheiro para posar em revistas de conteúdo duvidoso ou atuando em filmes pornôs e enchendo o cu de porra dinheiro, por serem maduras e o caralho a quatro, vocês estão completamente E-N-G-A-N-A-D-O(A-S)). Ou um dia você fica, ou deixará alguém na mão.

Nessa hora sobram duas opções. Ou você volta a amar por sentimento, ou passa a amar em função do número de zeros a direita na conta bancaria do ser preterido.

O amor por dinheiro

Não confunda isso com prostituição. Amor pelo dinheiro é diferente de amor pago, ok? Nós não vamos incentivar o sexo pago neste blog já que isso aqui é uma casa de F-A-M-Í-L-I-A e ninguém falará dessas putaria ou ensinar a fazer elas, ok?

Amor por dinheiro é aquele que você vê na novela das oito. Aquela em que a vilã se aproxima do velhinho gagá só para pegar a grana dele, mas em uma versão menos malvadinha. Na minha modéstia opinião, esse é o melhor tipo de amor de todos, afinal de contas, DINHEIRO >> SEXO >> ALL.

Você não concorda e acha que o amor é tudo? Pau no teu cu. Você está errado e eu estou certo, e quem manda nessa porra aqui sou eu. E quem fala a verdade aqui sou eu e não você.

Com muitos dinheiros eu compro amor, carinho, beleza e felicidade (em caso de discordância favor voltar até o ultimo parágrafo e reler ele até que você se convença do oposto). OU SEJA: Ou você é o rico que se usa do feito de ter grana para ser amado ou você só diz “eu te amo” após ver a chave do carro.

A primeira opção é geralmente reservada aos feios que tem grana, já que gente bonita não precisa de dinheiro para amar (o que nos leva ao paradoxo ribossômico já que não existe gente rica feia, mas não existe gente pobre bonita, o que faz com que eu entre em contradição nesse exato momento OH MEU DEUS SOS @APLUSK É O CATAPLASMA DO PÃO DA MINHA VIDA SE EXPANDINDO NOVAMENTE NA MINHA MENTE). Já a segunda opção é feita por gente bonita e pobre. Não se pode ter tudo.

Para todos os fins, ame. Ame sempre. Toda forma de amor é válida, até as que eu não gosto.

Qual você gosta? Conta pra mim, internauta.

Revisado pelo brother Lam (ou Lhama)