Nos últimos dias o ato de respirar estava se tornando cada vez mais difícil. O ato de se preocupar e pensar em tudo aquilo que não mais era importante a cada instante deixava ele pior. Apesar do ótimo momento que vivia – não tão bem quanto ele gostaria, mas melhor do que ele poderia imaginar, ele dizia – naquele dia tudo parecia conspirar para dar errado.

A noite, uma dose dupla do seu whiskey favorito e outra de vodca. Tudo o que ele queria naquele dia.

Mais devaneios

Pois bem. Não faz muito tempo que eu deixei aqui um, texto falando em poucas palavras como a minha vida tinha se tornado uma coisa insuportável. Falei também que queria mudar aquilo tudo, e que a mudança talvez já estivesse acontecendo. Depois daquele texto, eu comecei a pensar em tudo aquilo que me aconteceu nesse ano, e tudo aquilo que estava para acontecer. Pensei na minha maneira de ser, de encarar o mundo, na forma como mantinha o meu namoro, o meu emprego, enfim, pensei na minha vida como um todo. Percebi que o trabalho que eu mais desejei em toda a minha vida, era o que mais me destruiu, consumiu forças, alegrias e, poderia eu dizer, a minha paz. Como eu disse me sentia como um equilibrista que caminha em uma corda, colocada no alto de um prédio equilibrando meia dúzia de pratos de porcelana, num dia de ventos fortes. Sabia que aquele mecanismo ainda ia “degringolar”. De fato, foi isso o que aconteceu. Mas ainda não é tempo de falar sobre isso. O fato é que, além de um emprego que tão mal me fazia, ou eu passava o resto do meu tempo perdendo aquilo que julgava ser importante, ou eu me perdia tentando perceber o que estava acontecendo comigo. Parei, pensei, refleti. Tentei ser sincero comigo ao menos uma vez na vida. Notei que já tinha passado da hora de mudar algumas coisas (várias, é bem verdade, mas eu não vou listar todas aqui. É desnecessário), de me arriscar mais, de sair da minha zona de conforto. E comecei a planejar. Uma mudança como a que estava por vir não aconteceria da noite para o dia, também não deveria ser feita “nas coxas”. O fato é que, ao longo de um mês e meio, eu consegui ver tudo o que tinha que ser feito, e decidi que não mais deixaria passar a oportunidade que estava na minha frente. Eu lutaria, eu sofreria, eu erraria, mas conseguiria mudar. Seguiria os conselhos que daria, faria coisas que sempre disse ser incapaz de fazer, mas que apenas não fazia por medo de tentar. Me arriscaria. Cada dia seria uma luta, uma batalha em busca da tal mudança que eu tanto precisava. O problema é que, quando eu mais precisava de ajuda, quando a tal mudança chegava ao seu momento mais importante, eu fiquei só. Quem eu escolhi para me ajudar, para apontar os meus erros quando fosse necessário, ou simplesmente me dar colo quando necessário fosse, me deixou só. Demorou, mas logo vi que dali em diante tudo dependeria única e exclusivamente de mim. E eu comecei a mudar. Rápido e intensamente comecei a fazer tudo àquilo que eu sempre queria, mas tinha medo. Comecei a me permitir. Em três semanas eu fiz coisas que, se me contassem que eu faria três meses atrás, eu não acreditaria. Lembrei que existem amigos, e que sem eles eu nada seria. Lembrei que eu posso ser feliz, e que eu posso me arriscar e não quebrar a cara. Lembrei que não preciso ser tão inseguro e que as coisas às vezes podem dar mais certo do que os meus pensamentos ruins podem imaginar. Eu sei que ainda vou cair, sei que ainda vou sofrer. Está sendo fácil? Lógico que não! Se eu fico bem o dia todo? De maneira alguma! O pior momento do meu dia é quando eu deito e vejo que estou só. Quando isso tudo vai passar, e eu terei a real noção de tudo isso que está acontecendo e a influência disso na minha vida? Sinceramente, eu não sei. Tento não me importar com isso, tento viver cada instante de uma só vez, tento tirar o máximo de todos esses sentimentos estranhos que tem tomado a minha mente nos últimos tempos.

Agora to aqui, sozinho em casa, após tomar uma das decisões mais fodidas do ano, escrevendo esse texto ruim, cheio de mimimi bububu nhenhenhe na esperança de que ele ajude em algo. Enfim, deixa eu sair da frente desse computador pois não vai ser na frente dele que as coisas irão mudar.

Apenas um desabafo durante a madrugada

Uma da manhã e cá estou eu. Faz dois meses que eu não consigo escrever nada, sequer uma redação. Em seis meses, a única coisa que não mudou na minha vida foi o meu namoro. Pois é, estou com a mesma pessoa há quase nove meses. Mudei de casa, sai do meu curso de téc. de jogos digitais para me preparar para o ENEM (ou fazer um pré-vestibular, se assim preferir) e estou no meu terceiro emprego (neste ano). Isso tudo, aliado ao meu péssimo modo de gerenciar a minha vida, está acabando com a minha capacidade de pensar.
Calma, não estou com nenhuma doença neurológica, só estou sem inspiração nenhuma. Tenho feito as coisas de uma maneira tão desorganizada, que me sinto como um equilibrista indo de um prédio a outro sobre uma corda de aço enquanto segura quinze pratos de porcelana em um dia com poucos ventos: por mais seguro que você esteja você sabe que tudo pode desmoronar com uma facilidade tão grande, que chega a ser estranho você ainda estar em pé.
Mas eu sei que uma hora tudo vai se acertar (como está começando a se acertar), as coisas ficarão boas, e eu conseguirei escrever regularmente para este blog falido.

O Guia Definitivo do Leitor de Blogs

É fato que este meio de comunicação, já consagrado, passou por altos e baixos durante a longa vida da internet, mas, mesmo assim, este vem se mantendo firme e forte como veículo de comunicação, formação de opinião, e compartilhamento de porn/músicas ilegais (ou para escrever 11 livros mesmo). Conforme o avanço da internet, os blogs deixaram de ser um serviço fechado e se tornando um veículo livre. Cada vez mais os especialistas de social media entertainment que nada sabem, vem se perguntando se os blogs “iriam resistir a criação dos podcasts, dos vlogs, dos serviços de microblogs, o site com o vídeo da minha avó dançando de biquíni na praia de Ipanema no carnaval de 1967” e qualquer outra porcaria aonde um sujeito conseguisse liberdade para falar o que viesse a sua torpe cabecinha. Ao ter acesso a uma prévia de um podcast ainda em segredo, me deparei com a seguinte questão: alguém aí nessa gloriosa internet já classificou, rotulou e ensinou a ler os diversos tipos de blogs existentes na web? Pois é com muito orgulho, queridos amiguinhos, que hoje vocês terão essa dúvida mortal resolvida. Nós do Alo PF!, temos o orgulho de apresentar o Guia Definitivo do Leitor de Blogs.

Hoje vamos ter blog

 

 

A blogsfera é uma dimensão paralela na qual vivem as maiores autoridades do ramo da blogagem marota de toda a internet. Ela é conhecida também por ser um dos locais mais hostis de toda a internet, ficado apenas atrás dos mapas de WOW, sendo prontamente seguida pelo site de microblogagem (que também é usado como rede social) Twitter.

Só se torna um membro de seleto clube da blogsfera gold quem é gordo já escreveu 11 livros, foi ao Porto Cai Na Rede, ou deu autografo para algum nerd após brigar na Campus Party. Não é membro da blogsfera gold se não fizer posts com os links mais quentes da semana nas sextas feiras desse meu Brasil varonil sem ao tiver Page Rank bom ou não receber fotos de suas leitoras com pouca/nenhuma roupa com o nome do blog/autor escrito em suas belas partes.

Dito isso, vamos começar as apresentações dos diversos blogs que por aí existem, a começar por esse que tem feito diversas pessoas emanar sons semelhantes a um “shuahsuahsuhasuhaushaushuahsskopskopskspokspokspoksposkposkapokposkpks” pela web afora, os Blogs de Humor Manolo:

Você sabe o que é um Blog?

Compostos de um humor leve, descontraído, e totalmente de raiz, os blogs de “humor Manolo” são a coqueluche do navegador internético. Suas imagens e seus vídeos de humor fazem milhares de jovens darem risadas nas tardes de sábado em frente ao PC. O que ninguém sabe, é que a maioria das imagens que ali são postadas são retiradas de sites com “chan” no sufixo do nome, blogs americanos pouco conhecidos pelo grande público e semelhantes, que são postadas após serem devidamente traduzidas e receberem a logo do blog

Poucos sabem, mas a grande maioria dos autores deste tipo de blog é órfã do quadro “os melhores vídeos da web”, que outrora passaram no Domingo legal. Após serem abandonados, os “zuões” foram para a web e criaram um novo modo de propagar a diversão e a alegria através de seus monitores CRT de 17’’.

Os comentários nesse tipo de blog se resumem a altas risadas, geralmente semelhantes a “kospkospkpsokspokspokspokshsuhsaushaushuhaushaushauhusahuahauhauhauahuahauhauha cara você é um gênio”. Não espere nada maior que isso, você não encontrará. Espalhe todo o conteúdo desses blogs para os seus amigos nos mensageiros instantâneos nos quais você estiver cadastrado, se tiver um blog, faça links para os posts que lá você encontrar, e não se esqueça: o dono do blog de humor Manolo geralmente é a pessoa mais genial do mundo (na sua insignificante opinião).

Só feras

No próximo texto da nossa série de textos sobre blogs: o que você pode encontrar pelas páginas lotadas de imagens e poesia do Tumblr.

Pela boa utilização dos memes de intenet

A cúpula diretora do Alo PF!, em associação com o 4chan, Tumblr, Twitter, SDFI (Sindicato dos Fóruns de Internet), e o site Know Your Meme vem por meio desta informar, os senhores navegadores da internet, da sanção da Norma 434 que visa tratar da criação, divulgação e utilização de memes internéticos a partir da zero hora do dia 05 de Fevereiro de 2011.

A partir das zero hora do referido dia, todos os memes a serem criados deverão seguir tais regras.

Eis aqui os quatro artigos fundamentais da Norma 434:

1. Todos os memes criados deverão passar por uma Comissão Julgadora formada por especialista em memética na qual será decidida a capacidade do meme de se expandir até onde o universo os tampa. A mesma Comissão Julgadora também devera classificar o memes de acordo com as regras de classificação a serem citadas em breve;

2. Os memes que passarem pela Comissão Julgadora e forem aceitos como passíveis de uso somente deverão ser utilizados por aqueles que habitam os locais aonde ele fora criado (local no qual os mesmos deverão ser usados);

3. O uso do memes é livre para todos aqueles que “frequentam” os meios nos quais os memes foram criados. Caso contrário, o usuário deverá pagar cinco internetes por mês para ter acesso a uma conta silver de utilização dos memes, que da ao usuário o direito de utilizar o meme seis vezes ao dia. Caso o usurário deseje adquirir uma conta gold com direito de uso ilimitado* dos memes, ele deverá clicar neste link;

4. Aqueles que não seguirem as regras anteriores deverão pagar multa de 12 internetes, ganhar cinco pontos na carteira de navegador internético e três horas de suspensão dos seus serviços de acesso a internet.

O Alo PF! está de volta

Se você possui uma conta no Twitter com um avatar de roedor e fica postando piadas infames e entrou nesse domínio nos últimos meses, deve ter notado uma pequena grande falta de posts aqui não é mesmo? Pois pode começar a ficar feliz, pequena criança, pois nós voltamos, e voltamos com tudo.

Depois de algum tempo de férias, com direito a muitas aventuras e amor, está aberta a segunda temporada de posts no Alo PF!, aonde você saberá se um dos nossos autores ainda quebra tudo o que encosta, se um outro autor continua trabalhando como animador de parque ecológico, ou se a nossa vida continua uma merda e as nossas opiniões sobre o mundo continuam cada dia mais loucas. Fiquem ligadinhos, pois muitas historias estão prontas para serem postadas em posts quinzenais mensais bienais semanais aqui, no Alo PF!

Pois os meus amendoins não rompem as barreiras do hiper espaço dentro de uma bola de plástico

Enormes são os efeitos que um livro pode causar sobre você. Alguns te deixam deprimido, lhe dão uma nova visão sobre a Vida, o Universo, e Tudo Mais, outros te “ensinam” a seguir em frente. Nenhum desses tem um efeito tão devastador na mente humana como os livros de Douglas Adams e sua série de grande fama: O Guia do Mochileiro das Galáxias.
Os efeitos são diversos, capazes de acabar com a mente de alguém e inspirar a pessoa a criar blogs de qualidade suspeita, com textos ruins, ou então até um podcast. Você pode passar a usar expressões que ninguém mais entende, falar coisas sem sentidos, ter explosão de criatividade ou simplesmente colocar uma toalha em sua mochila enquanto divaga sobre os seus milagrosos poderes para os seus amigos, e tenta fazer com que eles usem uma dessas. Mas toalhas são coisas realmente úteis, ficando a frente somente dessa gloriosa semente chamada amendoim.
Andar por aí com um pacote com amendoins (ou castanhas, se preferir) é umas das coisas mais práticas que você pode fazer. Amendoim não é apenas uma semente gostosa que pode ser usada em diversos pratos doces (ou salgados, depende da sua imaginação). Ele também é prático. Quando vendido em pequenas embalagens plásticas pela Elma Chips com letras garrafais dizendo “OPA!” (eu poderia usar esse espaço para criar uma teoria sobre o que fez o pessoal do Departamento de Criação deles a pegar esse nome, mas vou me resumir ao fato dele ser a sigla para “O Petisco Autêntico”) são melhores ainda, pois são salgados e “matam” facilmente a fome da pessoa que a tem.

130 gramas de puro prazer

 

Um dos problemas do amendoim salgado, ou melhor, do amendoim, é que ao consumir um pacote e saciar a sua fome, você é pego pela sede de mil pessoas perdidas no escaldante deserto do Saara (durante um dia de verão, afinal de contas, o autor desse texto quer que você sinta exatamente o que se passa em uma situação dessas) após os seus camelos desmaiarem de sede durante um passeio que deu mal. Outra vantagem,é o seu tamanho diminuto, que auxilia a enganar estômagos famintos durante um dia de trabalho exaustivo. E é sobre empregos que falaremos agora. Mais exatamente sobre o meu emprego.
Isso mesmo galera, estou trabalhando. Sério. Não é brincadeira. Eu arrumei um emprego. E de carteira assinada.
Pois bem, estou trabalhando em um belo e grandioso parque ecológico que também é um alambique. Eis aqui uma das melhores definições do meu trabalho:

Bom galera aqui entraria a imagem de um tweet do amigo @AlbertoLage me chamando de animador de parque infantil( ou algo assim), mas por incompetência do ator, isso não vai acontecer.

O que eu faço nesse glorioso parque chamado Vale Verde? Sou monitor de recreação. O que faz um monitor de recreação? No meu caso fica atendendo você em um domingo de sol e te dando diversão, alegria e muito mais. Eu sou aquele cara que tem que te atender feliz e com um sorriso no rosto, mas só faz isso por passar o tempo todo repetindo mentalmente “comissão no final do mês, comissão no final do mês, comissão no final do mês”. Aliás, seguem duas grandes dicas de como se comportar em brinquedos de aventura diversos, como os que têm no parque aonde eu trabalho sem que eu te atenda xingando toda a sua família:

  • OBEDEÇA A PORRA DO MONITOR: Quando eu digo “só anda se eu falar para você andar” é por que eu sei que se você sair antes que eu diga isso, alguma merda vai acontecer para a minha pessoa e, certamente, para você também. Sério, nem que eu fique parado duas horas batendo um papo com o meu chefe te prendendo, só faça um movimento quando eu disser para você fazer um movimento.
  • SÓ VÁ A UM BRINQUEDO SE VOCÊ TIVER CERTEZA QUE IRÁ NELE: Quando eu digo que um brinquedo é quente, é por que eu já brinquei nele em um dia de pouco movimento e sei que é quente para caralho, então não entre nele para pedir para sair dois minutos depois, moleque insolente. E se você viu o tamanho da tirolesa, não tente ir nela caso tenha medo de altura. E saiba que pedalinhos não são para fracos e você precisa de pernas e braços para mover aqueles cisnes de fibra de vidro.
  • E a dica mais importante: não vá ao brinquedo em que eu estou trabalhando, principalmente se eu te conhecer.

 

NOTA: É importante dizer que, entre a criação, escrita e publicação deste texto( que não foi revisado, só pra constar) o autor acabou pedindo demissão do local por motivos que não são da sua conta.

Então é Natal

E você, amigo ateu, vai sofrer com aquela sua avó (ou tia, ou um combo das duas) religiosa na ceia de Natal, te dando a benção, te fazendo orar, te fazendo dizer AQUELA mensagem sobre o menino Jesus. E você, amigo que namora, vai passar longe da sua namorada, pois ela foi para a puta que pariu com a família dela. E você, seu forever alone, vai ficar no Twitter fingindo estar em bêbado em uma festa, mesmo que esteja sozinho em casa tomando Guarapan. Mas no fundo, você será pego pelo espírito de Natal e aquilo tudo lá que acontece todo ano e você está cansado de ver. Nós do Alo PF! desejamos a todos um Feliz Natal, cheio de muitas coisas boas e tudo aquilo que você já cansou de ouvir. Deixamos vocês com essa bela música e com uma bela imagem de gatinho, afinal de contas, ninguém é de ferro.

 

 

Felicidades para todos.

Sobre o porquê de Malha Funk ser uma obra-prima da música universal.

Nota: oi, meu nome é Vitor e eu sou um babaca o novo escritor do Alô PF!, me dêem boas-vindas e esse tipo de coisa. Posso ser encontrado pelas internets no Twitter @vitorlol_.

 

Toda música necessita de um prólogo, algo para introduzir o ouvinte a uma realidade que, eventualmente, não é a sua.

 

Esse é o malha funk,

os moleque são dengoso.

 

Necessita, também, de um mote, um motivo para a música existir.

 

Vem pra cá, tchutchuca linda,

os moleque são dengoso.


No momento que esses dois elementos básicos já estão presentes na música, o artista se vê livre para escolher entre uma gama enorme de opções para dar continuidade à história que a obra quer contar. Entre essa infinidade de opções, pode-se escolher uma bem simples: mostrar um episódio do cotidiano sob a ótica de um estudioso no assunto, como um sociólogo da FUNAI em meio aos índios ou um estatístico gaúcho entre um ambiente universitário estadunidense (qualquer relação com a realidade é obra de comunistas subversivos). É claro que tudo isso se utilizando de recursos linguísticos e sonoros muito sofisticados.

 

Vira de ladinho, ãh, ãh,

levanta a perninha, ãh, ãh,

descendo e subindo, ãh, ãh,

tô perdendo a linha.


É claro, uma boa música também clama por uma – mesmo que sutil – manifestação de emoção do eu-lírico, para que o ouvinte possa se identificar com a canção, ser envolvido e tocado (de uma maneira completamente heterossexual) por ela. É uma coisa linda.

 

Fico tarado,

quando vejo o rebolado

dessa mina eu me acabo.


Se aproveitar de descrições para que o ouvinte possa imaginar as cenas e sentir as mesmas coisas que o eu-lírico vê e sente é essencial também para uma boa obra musical.

 

Ela empina o popoção,

dedinho na boca,

faz carinha de safada.

Essa minha é assanhada

e tá me deixando doidão.


Uma mensagem edificante, é claro, também é muito apreciada nas músicas. Assim, a pessoa pode, além de ter seus ouvidos agraciada por uma obra de qualidade indubitavelmente superior, levar um aprendizado muito positivo para si e para as pessoas em seu círculo de convivência.

 

Na hora do rala-e-rola

não existe preconceito.

Vem pra cá, tchutchuca linda

que eu vou fazer do teu jeito.


Andinho Malha Funk, quase um Mozart da música brasileira contemporânea, era um grande estudioso das artes musicais e, sabendo de todas essas necessidades que separam o lixo do luxo, conseguiu compor uma verdadeira obra-prima, canção esta que deveria ser estudada em todas as grandes faculdades de música do mundo e até do universo. Esse gênio, que é geralmente desgostado e criticado pelos autodenominados “cultos” deste mundo, deveria receber uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, ao lado dos grandes nomes da literatura brasileira, como Machado de Assis, Érico Verissimo e Andrezão do Molejo. Obrigado pela atenção e até mais.

 

 

Post scriptum: eu escrevi este texto ouvindo Helloween.

O time está completo

Olá amigos deste blog em constante crescimento. Hoje venho por meio desta fazer um grande anúncio: Se você for uma das 37 pessoas que visitaram este domínio nas últimas horas (para vocês  verem como é a nossa situação), devem ter notado uma pequena diferença naquele widget dos autores na barra direita do blog. Pois é amigos, agora temos no nosso cast o metaleiro headbanger mais legal de todo o Twitter: @vitorlol_!  Isso mesmo, Vitor Rere Kombi agora escreve para nós. Fiquem ligados pois muitas emoções estão por vir.