Call of USP: Marijuana Warfare

(O título do post foi o presente de alguém no twitter, não lembro quem, mas fica aqui minha intenção de créditos foi o @lipehlol).

Como todo mundo tem uma opinião formada, nada como o AloPF ter um texto sobre a turminha malvada da USP. E acho que não tem muito problema se ironizarmos qualquer coisa, afinal é AloPF e não AloPM.

Vamos começar com alguns passos básicos do pseudo revolucionário:

Primeiramente, antes de começar um processo de anarquia, verifique as suas roupas do corpo. Uma revolução não acontece do dia para noite, e não é todo mundo que tem a sorte de ir para casa, tomar banho com seu Johnson & Johnson, escovar os dentes com uma pasta Tandy, passar gel no cabelo e voltar. Esteja pronto para colocar seu jeans do avesso e a enxugar o suor do seu corpo com as suas meias.

Certifique de ter alimento no seu bolso, ou na mochila. Qualquer pessoa que acorde pensando em mudar o mundo sabe que deve ter pelo menos uma club social no bolso, um mentos e um salgadinho qualquer na mochila. Com sorte, leve algumas notas de dois reais e moedas de um, porque vai que tem uma máquina de venda automática (quase traduzi vending machine ao pé da letra).

Não grave videos dos bastidores com atores amadores. Vamos combinar, você quer que a sua revolução de certo. Você já alcançou os TTs do twitter, sua mãe já te deserdou de vergonha, você tem toda a imprensa voltada para a maracutaia que você causou, tudo está indo de acordo com o plano, aí você pega um integrante revolucionário que faz um video de divulgação da sua anarquia desse modo:

Amigos, vamos combinar, o que queremos é credibilidade. O discurso “a mídia aliena” geralmente conquista um bom público, é batata, mas se for para dizer “meu deus, tão me violentando” quando a galera tá te empurrando como se estivesse entrando no metro da Sé, você queima os ideias do seu grupo.

Lembre-se, demita os diretores do youtube aspirantes a Michael Moore.

Outra coisa importante, conquiste o apoio popular. Acho que isso é o mais fundamental ao se avaliar essa treta. As discussões pelos power points do facebook é “Bando de Playboy FDP quer usar maconha” X “Galera está alienada, o sistema é corrupto”.

Vamos parte do ponto fundamental disso: Logo no estouro disso, com invasão de reitoria e etc,  a noticia que estava circulando é “PM tenta prender usuário de maconha e alunos protestam”. Eu não dei atenção na época, mas as noticias mostravam que a PM estava “só fazendo o trabalho dela” e os estudantes “agiram de modo agressivo, atacando a PM”.

Para qualquer pessoa que está por fora, isso soa apenas como uma reação exagerada, e desse ponto de vista, eticamente e politicamente errada, já que maconha é proibida etc etc. O campus é, teoricamente, um lugar para se estudar, e se você ve noticias de estudantes revoltados por usarem drogas nos campus e não quererem ser punidos, você liga A + B, e tcharam, você acaba de criar a imagem de estudantes babacas.

Aí virá a história “Ah, mas a situação é muito mais do que isso, teve a eleição do reitor que desrespeitou a democracia, a PM não sabe fazer o serviço direito, o facebook mudou completamente e eu não consigo mais stalkear ninguém.

Então vamos lá amigo, de novo, apoio popular. Não adianta você querer fazer uma revolução, com a mídia tento material para te acusar de um pedofilo vendedor de churros e depois querer dizer que o povo brasileiro é alienado e mimimi. Breaking News, o povo brasileiro é alienado, a maioria tem a Globo como única fonte de informação. Ninguém ouvir falar de nenhuma manifestação pacífica, nenhuma tentativa de abaixo assinado por causa do reitor ou da atitude da PM, e até onde o mundo é mundo, a USP é pública e etc.

Outra coisa importante para fazer sua revolução caseira é fique atento ao seu próprio discurso.

Acho que o mais importante de ressaltar aqui é: É babaquice achar que só porque tem uma tropa de choque querendo te expulsar de um lugar público que você invadiu, lhe da o direito de achar que pode se comparar a ditadura.

E quando você entrar num onibus para ir para a delegacia, não coloque nada de “sou preso pólitico”, sério, simplesmente não faça.

Use e abuse das cameras. Ok, a porra ficou séria, vocês invadiram o lugar, e tem um monte de cameras para observar vocês. Se você, junto com seus amigos che guevaras, acreditam tanto no próprio discurso, não quebre as cameras que os observam. E também não coloquem camisa na cara para se esconderem.

Se há tanto orgulho e fé na própria revolução, você tem que dar a cara a bater, e deixar material para provar que foi realmente a policia que quebrou tudo, e que vocês não fizeram nenhum coquetel molotov.

Aliás, uma dica pós-revolução, cuidado quando for fazer a prova. Esse ano falar que “bombou” em uma delas pode soar como confissão.

Em resumo, pense antes de agir amigos. A USP é um exemplo que, não importa a causa, se você fizer uma “revolução” do modo errado você vai parecer um babaca. É claro, não estamos levando em conta aqui o péssimo jornalismo que não está nem um pouco imparcial e tudo mais.

Mas a gente imagina que se você estudou a ponto de passar na USP, você deve entender como a mídia funciona.

(Não sei se ficou sério demais, mas lembrem-se que metade é sério, e a outra é pura ironia. É o AloPF, e não um spin-off da Carta Capital, né galera)

Conto Erótico da Terceira Idade

Nunca imaginei em vida, que atender o balcão de uma loja de informática pudesse ser tão complicado, ou até mesmo, inusitado. Eu poderia entrevistar um balconista e escrever um livro sobre ele, tenho certeza que histórias não faltariam.

Por exemplo, nunca imaginei na minha vida que poderia co-dirigir um filme pornô

Mas a vida dá voltas. Tudo começou quando um cliente chegou na loja, fazendo uma pergunta um tanto óbvia:

– É aqui que é a loja de informática?
– Imagino que sim. Qual o problema? – respondi calmamente, porque sou um cara muito pacífico e manero
– É que eu tenho… Eu preciso gravar um negócio e não consigo.
– É câmera digital?
– Hm?
– Webcam? – Ia tentar explicar, mas desisti – Você quer gravar o quê?
– É um negócio muito importante, você sabe mexer nisso, né?
– Sei – sendo que eu não tinha a mínima idéia do que ela tava falando, mas imaginei que fosse webcam
– Tem como você fazer uma visita em casa?
– T-tem, mas hoje não dá – Já tinha começado a ficar com medo
– Amanhã eu passo aqui então.
– Espera, tem um outro técnico que vai voltar daqui a pouco e-
– Não, você vai lá amanhã. Eu venho te buscar

E o velho saiu (eu esqueci de mencionar no começo do texto que era um velho pançudo). Ok, fazer visita ao cliente não deve ser ruim.

No dia seguinte, ele voltou para “me buscar” para eu fazer a tal visita. Imaginava eu que ele pelo menos viera de carro, certo? 2 horas de onibus até a casa dele.

Depois descemos e fomos andando por umas ruas estranhas, entramos em um terreno baldio, atravessamos e chegamos num estábulo. A casa dele era um barraco escondido entre os cavalos. Fato importante e que será usado dois parágrafos a seguir: Estava extremamento calor no dia.

Entrei no barraco de dois cômodos dele (3 na verdade, era meio metro quadrado de cozinha e 4m² de um quarto-banheiro. A casa era CHEIA de celulares, tinha uma televisão enorme de 46′ LCD. Mas vamos imaginar que ao invés de gastar na comodidade ele gastava na qualidade.

Ele chegou, tirou a camisa, jogou na pia da cozinha e disse pra mim “Se quiser tirar fique a vontade”.

Eu escrevo calmamente hoje, um ano e meio depois do que aconteceu, mas no dia eu estava apavorado.

Enfim, tentei ficar na minha fazendo a pergunta mais idiota possível “Onde que está o computador?”. O cara tem um barraco de dois comodos e eu tive a moral de perguntar isso.

Ele me levou até o computador, me mostrou o arquivo que era para gravar e até ai a vida era bela. Era um video que começava com a festa da sobrinha de 6 anos dele.

Abri o Nero, fiz as seleções e mandei gravar.
Não sei quantas pessoas já gravaram um video em um DVD pelo Nero, mas para quem não sabe, ele mostra um pequeno preview do video enquanto grava.
Começou com a festa, depois mostrou um quarto… Nessa hora eu olhei em volta (o velho tava sem camisa sentado na cama) e vi que era o mesmo quarto do vídeo. Depois apareceu uma velha, apareceu o cara, eles diraram a roupa e começaram fazer sexo como samambaias ao vento.

Sabe, existe algum motivo pelo qual vídeos pornôs da terceira idade não fazem sucesso.

Enquanto isso tudo acontecia na dela, eu tentei disfaçar, comecei a ler o manual da camera dele e um monte de coisas.

Quando o video finalmente terminou (1 hora 46 minutos [que o Nero demora uns 20 para passar todos os quadros], provavelmente um recorde depois que o cara passou dos 50, realmente um filme porno), ele pegou o DVD e falou “Agora deixa eu testar”.

Antes que eu falasse que não era necessário, ele colocou o filme na TV de 46′ dele.

Isso não sendo o bastante, ele começou a apontar e fazer comentários sobre a performance dele.

Depois de passar por uns 10 minutos da versão exclusiva com comentários do diretor/ator, usei uma desculpa “Então, tenho outro cliente para ir e preciso ir embora”.

Ele se ofereceu para me acompanhar até o ponto. Aceitei, porque ele morava no meio de um monte de barraco e eu tenho o costume de ser assaltado.

Chegando no ponto de onibus, que tinha mais pessoas do que o carro que distribui a Sopa da Solidariedade

o velho (sem camisa) tira o dinheiro do bolso “Toma aqui pelos seus serviços”.

Bom, para quem não me conhece e nunca leu nada que escrevi, meu pseudônimo é vinik (@), e aparentemente sou um Go Go Boy da Terceira Idade. Quando tiver vontade estarei compartilhando minha vida aqui no Alo PF!