Mais devaneios

Pois bem. Não faz muito tempo que eu deixei aqui um, texto falando em poucas palavras como a minha vida tinha se tornado uma coisa insuportável. Falei também que queria mudar aquilo tudo, e que a mudança talvez já estivesse acontecendo. Depois daquele texto, eu comecei a pensar em tudo aquilo que me aconteceu nesse ano, e tudo aquilo que estava para acontecer. Pensei na minha maneira de ser, de encarar o mundo, na forma como mantinha o meu namoro, o meu emprego, enfim, pensei na minha vida como um todo. Percebi que o trabalho que eu mais desejei em toda a minha vida, era o que mais me destruiu, consumiu forças, alegrias e, poderia eu dizer, a minha paz. Como eu disse me sentia como um equilibrista que caminha em uma corda, colocada no alto de um prédio equilibrando meia dúzia de pratos de porcelana, num dia de ventos fortes. Sabia que aquele mecanismo ainda ia “degringolar”. De fato, foi isso o que aconteceu. Mas ainda não é tempo de falar sobre isso. O fato é que, além de um emprego que tão mal me fazia, ou eu passava o resto do meu tempo perdendo aquilo que julgava ser importante, ou eu me perdia tentando perceber o que estava acontecendo comigo. Parei, pensei, refleti. Tentei ser sincero comigo ao menos uma vez na vida. Notei que já tinha passado da hora de mudar algumas coisas (várias, é bem verdade, mas eu não vou listar todas aqui. É desnecessário), de me arriscar mais, de sair da minha zona de conforto. E comecei a planejar. Uma mudança como a que estava por vir não aconteceria da noite para o dia, também não deveria ser feita “nas coxas”. O fato é que, ao longo de um mês e meio, eu consegui ver tudo o que tinha que ser feito, e decidi que não mais deixaria passar a oportunidade que estava na minha frente. Eu lutaria, eu sofreria, eu erraria, mas conseguiria mudar. Seguiria os conselhos que daria, faria coisas que sempre disse ser incapaz de fazer, mas que apenas não fazia por medo de tentar. Me arriscaria. Cada dia seria uma luta, uma batalha em busca da tal mudança que eu tanto precisava. O problema é que, quando eu mais precisava de ajuda, quando a tal mudança chegava ao seu momento mais importante, eu fiquei só. Quem eu escolhi para me ajudar, para apontar os meus erros quando fosse necessário, ou simplesmente me dar colo quando necessário fosse, me deixou só. Demorou, mas logo vi que dali em diante tudo dependeria única e exclusivamente de mim. E eu comecei a mudar. Rápido e intensamente comecei a fazer tudo àquilo que eu sempre queria, mas tinha medo. Comecei a me permitir. Em três semanas eu fiz coisas que, se me contassem que eu faria três meses atrás, eu não acreditaria. Lembrei que existem amigos, e que sem eles eu nada seria. Lembrei que eu posso ser feliz, e que eu posso me arriscar e não quebrar a cara. Lembrei que não preciso ser tão inseguro e que as coisas às vezes podem dar mais certo do que os meus pensamentos ruins podem imaginar. Eu sei que ainda vou cair, sei que ainda vou sofrer. Está sendo fácil? Lógico que não! Se eu fico bem o dia todo? De maneira alguma! O pior momento do meu dia é quando eu deito e vejo que estou só. Quando isso tudo vai passar, e eu terei a real noção de tudo isso que está acontecendo e a influência disso na minha vida? Sinceramente, eu não sei. Tento não me importar com isso, tento viver cada instante de uma só vez, tento tirar o máximo de todos esses sentimentos estranhos que tem tomado a minha mente nos últimos tempos.

Agora to aqui, sozinho em casa, após tomar uma das decisões mais fodidas do ano, escrevendo esse texto ruim, cheio de mimimi bububu nhenhenhe na esperança de que ele ajude em algo. Enfim, deixa eu sair da frente desse computador pois não vai ser na frente dele que as coisas irão mudar.

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