Sobre o porquê de Malha Funk ser uma obra-prima da música universal.

Nota: oi, meu nome é Vitor e eu sou um babaca o novo escritor do Alô PF!, me dêem boas-vindas e esse tipo de coisa. Posso ser encontrado pelas internets no Twitter @vitorlol_.

 

Toda música necessita de um prólogo, algo para introduzir o ouvinte a uma realidade que, eventualmente, não é a sua.

 

Esse é o malha funk,

os moleque são dengoso.

 

Necessita, também, de um mote, um motivo para a música existir.

 

Vem pra cá, tchutchuca linda,

os moleque são dengoso.


No momento que esses dois elementos básicos já estão presentes na música, o artista se vê livre para escolher entre uma gama enorme de opções para dar continuidade à história que a obra quer contar. Entre essa infinidade de opções, pode-se escolher uma bem simples: mostrar um episódio do cotidiano sob a ótica de um estudioso no assunto, como um sociólogo da FUNAI em meio aos índios ou um estatístico gaúcho entre um ambiente universitário estadunidense (qualquer relação com a realidade é obra de comunistas subversivos). É claro que tudo isso se utilizando de recursos linguísticos e sonoros muito sofisticados.

 

Vira de ladinho, ãh, ãh,

levanta a perninha, ãh, ãh,

descendo e subindo, ãh, ãh,

tô perdendo a linha.


É claro, uma boa música também clama por uma – mesmo que sutil – manifestação de emoção do eu-lírico, para que o ouvinte possa se identificar com a canção, ser envolvido e tocado (de uma maneira completamente heterossexual) por ela. É uma coisa linda.

 

Fico tarado,

quando vejo o rebolado

dessa mina eu me acabo.


Se aproveitar de descrições para que o ouvinte possa imaginar as cenas e sentir as mesmas coisas que o eu-lírico vê e sente é essencial também para uma boa obra musical.

 

Ela empina o popoção,

dedinho na boca,

faz carinha de safada.

Essa minha é assanhada

e tá me deixando doidão.


Uma mensagem edificante, é claro, também é muito apreciada nas músicas. Assim, a pessoa pode, além de ter seus ouvidos agraciada por uma obra de qualidade indubitavelmente superior, levar um aprendizado muito positivo para si e para as pessoas em seu círculo de convivência.

 

Na hora do rala-e-rola

não existe preconceito.

Vem pra cá, tchutchuca linda

que eu vou fazer do teu jeito.


Andinho Malha Funk, quase um Mozart da música brasileira contemporânea, era um grande estudioso das artes musicais e, sabendo de todas essas necessidades que separam o lixo do luxo, conseguiu compor uma verdadeira obra-prima, canção esta que deveria ser estudada em todas as grandes faculdades de música do mundo e até do universo. Esse gênio, que é geralmente desgostado e criticado pelos autodenominados “cultos” deste mundo, deveria receber uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, ao lado dos grandes nomes da literatura brasileira, como Machado de Assis, Érico Verissimo e Andrezão do Molejo. Obrigado pela atenção e até mais.

 

 

Post scriptum: eu escrevi este texto ouvindo Helloween.

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3 comentários sobre “Sobre o porquê de Malha Funk ser uma obra-prima da música universal.

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