Ode à Laryssa

Já não conseguia escrever, pensar, ouvir, falar, sentir alguém tocar-lhe a pele sem que pensasse nela. Suas mãos buscavam aquilo que delas escapara, seus pensamentos se resumiam a busca pelo corpo de alguém que agora longe está.
Acordar, dormir, se manter vivo. Tudo isso se tornara um martírio quando ela esta longe.
Se prende e fecha os olhos. Busca na memória o corpo dela, as sensações que só consegue ao lado dela. Perde-se na busca da voz, da boca macia, da língua rápida, do desejo dela de amar a ele e de dar prazer ao corpo que tanto clama por paixão.
Perde-se na busca da pequena criatura que rápido na vida dele entrara e agora custa a sair.