Descobrindo os setes mares por trás de três músicas de Tim Maia

Sebastião Maia, também conhecido como Tim Maia, é um artista cuja carreia não foi interrompida prematuramente, e sim abruptamente. Suas músicas balançaram o amor de diversas gerações, auxiliando pessoas a terem filhos e a curarem a dor de um fora.

Neste posto, eu pretendo realizar uma análise INOVADORA sobre três canções que muitos de nós não ouvimos da forma correta. Feito de uma maneira que nunca antes na história desse pais alguém imaginou fazer e totalmente isenta de sensacionalismo, o meu estudo traz a verdade por trás dos gritos, os bastidores da musica e genialidade alheia.

Portanto, coloque o seu fone de ouvido, dê play em uma música do sindico e confira abaixo o real significado dessas músicas do Tim Maia!

Pra que olhar 43 quando se tem ISSO?

1. Tim Maia – Sossego

Começaremos por “Sossego”, música que eu não sei quando foi lançada, e também não pretendo saber e/ou procurar. Brincadeira, foi no álbum Disco Club, de 1978.

A letra de “Sossego” demonstra uma total falta de preocupação do artista com a vida, com os bons costumes e com a necessidade de contribuir com a manutenção do Estado. Veja bem:

“Ora bolas, não me amole/ Com esse papo, de emprego/ Não está vendo, não estou nessa/ O que eu quero?/ Sossego, eu quero sossego/ O que eu quero? Sossego (4x)”

Letra simples, não? O que muitos não percebem é que esses versos mostram não só uma falta de preocupação do cantor com a moral e com os bons costumes, mas também com a contribuição para o crescimento da economia dessa nossa próspera nação.

Para além disso, Tim Maia não deixa de exibir, com orgulho, a sua recusa em obedecer ordens alheias. Um pseudo anarquista de merda, essa é a verdade.

O sorriso no olhar da criança feliz, a gente vê por aqui.

2. Tim Maia – Vale Tudo

Outra música que porta em sua letra, mensagens subliminares, com significado dúbio, malicioso, e imoral é “ Vale Tudo”:

“Vale, vale tudo/ Vale, vale tudo/ Vale o que vier/ Vale o que quiser/ Só não vale/ Dançar homem com homem/ Nem mulher com mulher,/ O resto vale”

Para a grande maioria das pessoas, esse sucesso apenas narra uma festa e as suas regras de comportamento. Para a grande maioria.

Nós não somos a maioria. Nós somos aquela minoria que sabe das coisas.

Éé por isso que conseguimos ver a verdade por trás dessa música, em que o artista demonstra um grande preconceito para com os gays, as lésbicas, os bissexuais e qualquer outra pessoa que não seja heteronormativa. Há um desejo claro em reprimir a vontade de essas pessoas sensualizarem umas com as outras.

Em contra partida, Tim Maia permite que casais heterossexuais façam o que quiserem. Um absurdo, um completo absurdo.

Não contente, ele permite que em shows, a pouca vergonha aconteça independentemente das escolhas sexuais do indivíduo. Basta conferir o momento da apresentação abaixo, em que é possível ouvir claramente que “ depois da meia noite, está liberado geral”:

Não vou entrar no mérito da pouca vergonha que o cantor permite, em ambos os casos, por que né?

3. Tim Maia – O Que Vem da Bahia

O que vem da Bahia? A canção homônima tenta descifrar e, claramente, faz essa explicação carregada de preconceitos. Lançada no disco “Voltou a Clarear”, a música cria a visão de uma cidade que só as mentes mais elitistas poderiam imaginar.

O estado nordestino é definido como um ambiente de drogas e perdição. Um local em que o que há de melhor é um certo produto, que muitas vezes tem qualidade assinalada pela expressão “do bom”. Não precisa dizer mais nada né?

“O que vem da Bahia iei ei/ O que vem da Bahia io io/ O que vem da Bahia ia ia/ O que vem da Bahia é do bom/ É do bom. É do bom”

O nosso maior romântico

Tim Maia foi, ao lado de Vinícius de Moraes, um eterno apaixonado. A diferença é que o segundo não era “preto, gordo e cafajeste” e tão menos se dava bem com o sexo feminino. Mas o síndico jamais desistiu de lutar contra as diversidades do destino e não se cansa de batalhar em busca de um amor maior.

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Gata vem aqui que eu vou te seduzir

E o nosso herói ama. E como ama. Apaixona-se pela garota da janela da rua de baixo. Sabe que é difícil conquistá-la.

Mas não desiste, insiste, batalha, faz serenatas, e tudo pelo coração de sua linda. E apesar do peso, da falta de beleza, ELE A CONQUISTA, MEUS AMIGOS!

Tim Maia, sabendo da sua falta de “sexual healing”, promete amar e transformar a vida da sua musa em um verdadeiro paraíso. E mesmo se esforçando, mesmo sendo um gentleman, não consegue manter o relacionamento por muito tempo.

É largado. É traído. Vê a sua mulher subir a serra e o deixando no Boqueirão. Busca motivos para entender a derrota, o fracasso. E apesar de tudo, o nosso herói não desiste: Tim Maia sair por aí, para encontrar alguém que saiba lhe dar motivos, alguém que o faça bem mais feliz.

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É isso que acontece depois que você se fode no amor meu amigo.

E como todos, ele se transforma em um conquistador. Frequenta micaretas, festas, bailes funk, e pegando várias cocotas. É obrigado até a dispensar algumas garotas, mesmo tendo as avisado que não é para levar a serio os romances que ele mantém, e que ele jamais prometeu algo.

Apesar de todas as decepções, nosso herói não se tornou um completo insensível, alguém que come a todos, desde o seu pai, até a sua vizinha. Tão menos é desejado por suas primas.

Tim Maia não nega suas raízes romântico modernas e se apaixona novamente, mas dessa vez, com a certeza de que o amor é uma caixinha de surpresas e que a qualquer momento ele pode encontrar uma infeliz que o fará sofrer novamente.

E você, é romântico? Conta pra mim, internauta.

[lembrando que qualquer semelhança deste post com a sua vida é apenas uma semelhança triste (ninguém aqui mandou você ser idiota)]

Sobre a falta de posts.

Fiquem tranquilos senhoras e senhores, a falta de posts se ocorre graças a uma falta de criatividade (primeiro motivo), a falta de internet (segundo motivo), e a falta de capacidade e vontade de terminar e passar para o computador os próximos três posts que este blog maroto receberá. Fiquem ligadinhos pois até o final da semana tem coisa boa aqui.