#25 [versão alternativa]

Ela não queria. Ele não devia. Eles sequer tinham que estar ali. Ela sabia que era errado,. Ele queria que aquilo fosse certo.

Mentira

Ela queria. Ele queria. Como não querer? A química que entre eles rolava, fazia com que a cada segundo a vontade de beija-la aumentasse.

Nos poucos segundos em que não se beijavam, ele buscava palavras para lhe dizer o que estava sentindo. Não as encontrava. Ela tinha lhe roubado todo o seu vocabulário horas antes, ao lhe dar o primeiro beijo. E hipnotizado por aquele olhar, ele a beijava mais e mais.

Poderiam passar o dia todo ali, se abraçando, beijando mas não: tudo os fazia querer mais. A música parecia ter a batida perfeita para os embalar naquela tarde quente.

Ele a colocou no seu melhor ângulo, seus cabelos caindo, tapando parte do seu rosto. Ela, sentada sobre ele dizia que aquilo tudo ia dar merda. Ele sorri, a puxa e lhe beija, enquanto ela deitava sobre o seu corpo. Como ela estava linda.

O suor escorria pela pele. Como aquilo poderia estar acontecendo? Ele já não ouvia mais a música, já não ouvia sons. Mãos que percorriam os corpos um do outro, a mão cravada na cintura, a unha que arranha a pele a cada beijo mais caloroso.

#25

Ela não queria. Ele não devia. Eles sequer deveria estar ali. Ela sabia que era errado. Ele queria que aquilo fosse certo.

Mentira

Ela queria. Ele queria. Como não querer? Aquela música, aquele lugar, escuro, quente. A solidão que os rodeava, o desejo de amar. Naquele momento, o mundo parecia estar aos seus pés.

E quando seus lábios juntos não estavam, ele buscava palavras para expressar tudo aquilo que estava sentindo. Não as encontrava. Ela havia lhe roubado todas as palavras de sua boca horas atrás.

Sentada sobre o corpo dele, ela estava maravilhosa, seus cabelos caindo, tapando o seu rosto, aquele sorriso… Queria ele dizer isso, mas hipnotizado pelo seu olhar sombrio, profundo, que lhe penetrava a alma, ele só conseguia querer  o corpo dela mais junto ao seu corpo.

O suor escorre pela pele. Como aquilo poderia estar acontecendo? Ele já não mais se importava com a música, ele já não ouvia sons, ele já não sentia seu corpo. Seu corpo estava ali para sentir, ver, ter o corpo dela, nada mais.

Mãos que percorrem o corpo quase nu, a unha que arranha a pele, cravada pelo impulso do beijo ardente. Movimentos sincronizados, em busca de carinho e amor. Duas almas sedentas para dar e receber aquilo que tinham de mais precioso: Amor

Sobre ~expectativas

Uma das poucas coisas realmente úteis que a vida me ensinou, é que o ser humano gosta de sofrer. Ninguém assume isso, é verdade, mas é fato que a maioria de nossas atitudes nos levam ao sofrimento. É um risco que assumimos quando decidimos criar expectativas, quando decidimos julgar e decidir a nosso bel prazer o tipo de atitude que  seria certa ou errada para alguém.

Será que é mesmo tão difícil assim para nós aceitarmos a atitude do próximo mesmo ela sendo o oposto daquilo que a gente esperava. Será que é tão difícil assim esperar somente o “básico” de quem está ao nosso lado?

Consideramos normal esperar que as pessoas que estão ao nosso lado, não falem com quem não falamos, não frequentem locais que não frequentamos. E quando alguém vai contra isso, dizemos que jamais esperávamos isso da pessoa, nos considerando no direito de esperar algo de alguém.

O que você espera de quem está ao teu lado, é aquilo que eles julgam ser o certo? O que eles esperam de você? É realmente valida toda essa expectativa?

~reflitão~

Revisado por @Skellington