Por entre copos de bebida, sorrisos amarelos e sonhos lúcidos [Parte 1]

20:00 Ai você se vê sozinho em casa, em uma noite de sexta feira, na frente de meia dúzia de livros, cadernos, lápis, canetas tentando aprender algo de útil e recuperar o conteúdo perdido em uma semana de ausência na escola. Olha para o lado, vê que não há ninguém ao seu lado para te ajudar, para te amar, para te fazer companhia ou ouvir as suas palavras tristes e suportar a sua agonia. E ao lembrar disso, vê que está longe da pessoa amada, vê que ela talvez não te ame tanto assim, ou que pelo menos não saiba te amar como você gostaria que fosse amado. E se reprime por achar isso. Afinal de contas “ela te ama, só não fica demonstrando isso o tempo todo” repetia ele tentando se convencer disso. A concentração a essa altura já não lhe permite mais estudar. Levanta-se. Abre a geladeira. Vê uma garrafa de vodca e uma de vinho consumidas pela metade. Pega as duas. “Uma taça com vinho e vodca juntas, que tal Guilherme?” O gosto daquilo descendo pela garganta não era tão bom quanto ele imaginava. Outro copo. “Vodca primeiro com um pouco de suco de limão, depois alguns goles de vinho ok?” Repetia isso mentalmente enquanto fazia seu ritual: corta limão, coloca no copo, espreme, coloca açúcar, vodca, prova. “Ok, parece estar bom. Vinho, cadê?” Se move até o computador. Nada de interessante na internet. Tenta jogar algo. O desempenho pífio o faz desistir. Desliga o monitor, apaga as luzes, deita na cama e tenta dormir.

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