Feliz 2012 a todos vocês

1 01 2012

2011 foi um ano grade. 365 dias, para vocês terem uma noção exata do quão grande ele foi.

 

(rip)

É difícil fazer um texto falando o quão interessante esse ano foi para nós, do “Alo, PF!” e para você que nos lê. Ok, nem tanto. Teve gente vendo que rodar o Brasil do Oiapoque ao Chuí para beijar uma garota pode não valer tanto a pena assim (e que pode dar um belo prejuízo), alguns viram suas fotos do carnaval de 1998 em Pirituba caindo na internet, alguns veneraram prédios com a calça arriada e uns se ocuparam de reviver blogs com contos eróticos envolvendo jovens artistas no Facebook. Não podemos esquecer aquela galera que vivia ficando bêbada e fazendo twitcam para exibir o corpo, ou aquela que só ficava bêbada e compartilhava isso no Twitter.

Teve até gente que descobriu se possuí (ou não) mente aberta.

Na maior parte do tempo, ficamos imaginando que um novo ano vai mudar a sua vida, que várias coisas novas virão. O que não notamos é que, ao ficar vendo o tempo passar, estamos agindo igual a quem passa horas em frente a um relógio esperando as horas passarem. Por mais que a gente não note enquanto observa o relógio, o tempo está passando (e a nossa vida está mudando também). E quando assustarmos, um outro ano vai ter passado, e você verá que se tornou uma nova pessoa.

PORÉM, isso não importa mais. Isso é passado (mesmo que as fotos ainda estejam na internet). Um novo ano chegou.

Nós sabemos que desejar algo aqui não vai adiantar em muita coisa. De qualquer maneira, tente ajudar o Google a não criar uma nova rede social destinada ao fracasso e tente não bancar o idiota na internet. Amigo, ninguém estará interessado em saber que você curtiu aquele post do “Humor No Faice”, então nos poupe do seu share.  E todos nós já lemos aquele post no 9gag, seu merda. E poupe-nos de saber que as suas amigas são sensacionais, moça bonita.

Mas não nos poupe dos seus peitinhos, sua linda.

É, realmente não é fácil desejar coisas legais para vocês no ano novo. Dar alguns conselhos é até fácil, mas desejar algo não é. Não somos o Rafael.

Aproveite bem o ano, tenha uma toalha ao seu lado no dia 21 de dezembro (é tudo o que você irá precisar) e lembre-se que, mesmo que você não queira trabalhar na segunda-feira, toda resistência é inútil e as contas continuarão vencendo no final do mês.

Ah, se possível, tentem ser bons. Evitem comer gordura, leiam um bom livro de vez em quando, caminhem regularmente e tentem viver em paz e harmonia com
pessoas de todos os credos e nações, pois é isso o que realmente importa.

Um abraço, e um beijo do Matias para vocês.

smack





55 (take 2)

8 12 2011

-Gabriel!

Ele não respondeu.

-Gabriel!

Quando ele se virou, retirando os fones de ouvido e implorando para ter se enganado em relação à dona da voz que ouvira, ele a viu vindo em sua direção. O sol forte daquele dia parecia dar um brilho especial ao logo cabelo dourado dela. Sua pele continuava incrivelmente branca; seu sorriso, renovado. Cada passo em sua direção foi como um soco no seu peito, que lhe tirava o ar do pulmão e a consciência da mente.

Ao se lembrar de como tinha sido a última conversa dos dois ele se assustou com o tratamento que estava recebendo. Muito gentil, muito sorridente, muito calma para o meu gosto – ele pensou. Procurou parecer calmo, mesmo que cada átomo do seu corpo o impedisse de fazer essa tarefa (que para ele parecia ser a maior proeza que ele poderia realizar em toda a sua vida). O seu nervosismo aumentava a cada pergunta que ela fazia e, cada pergunta que ela fazia parecia ser motivada pelo seu nervosismo. Onde esteve, aonde ia, o que fazia. Tudo para ela significava uma pergunta acompanhada de um olhar curioso e um sorriso que, pelo menos para ele, parecia ser bastante cínico.

Por alguns instantes a conversa cessou e ambos se limitaram a uma troca de olhares. Para ele foi como uma cena de filme em que o mundo para e tudo se resumo ao casal de protagonistas se olhando. Para ela… Bom, quem se importa?

Falaram algumas poucas palavras e se despediram. Evitou olhar para ela enquanto ia andando. Não queria vê-la indo embora novamente. Não queria relembrar certas memórias.

Olhou para ele implorando para que ele a olhasse. Arrumou o cabelo sem entender o motivo da mágoa que sentia por não ter recebido um olhar dele e foi almoçar com sua amiga.





#55 (take 1)

3 12 2011

Nove meses depois ele voltava para a sua cidade natal. Estava estranhamente feliz naqueles dias. Escolheu morar no centro da cidade. As caixas da mudança ainda fechadas se misturavam aos quadros recém comprados que em breve seriam colocados nas paredes do apartamento escolhido. Aqueles primeiros dias foram agitados, com a procura de um emprego, a escolha do apartamento, a busca pelos móveis e todas aquelas burocracias que o impediram de comunicar a qualquer um que tinha voltado.

Sentia medo por não saber exatamente o que seria da sua vida com aquela mudança. Naquela manhã ensolarada resolveu que sairia para procurar por seus amigos no primeiro final de semana. Vestiu uma de suas melhores roupas e saiu para se inscrever na aula de violino.





Call of USP: Marijuana Warfare

10 11 2011

(O título do post foi o presente de alguém no twitter, não lembro quem, mas fica aqui minha intenção de créditos foi o @lipehlol).

Como todo mundo tem uma opinião formada, nada como o AloPF ter um texto sobre a turminha malvada da USP. E acho que não tem muito problema se ironizarmos qualquer coisa, afinal é AloPF e não AloPM.

Vamos começar com alguns passos básicos do pseudo revolucionário:

Primeiramente, antes de começar um processo de anarquia, verifique as suas roupas do corpo. Uma revolução não acontece do dia para noite, e não é todo mundo que tem a sorte de ir para casa, tomar banho com seu Johnson & Johnson, escovar os dentes com uma pasta Tandy, passar gel no cabelo e voltar. Esteja pronto para colocar seu jeans do avesso e a enxugar o suor do seu corpo com as suas meias.

Certifique de ter alimento no seu bolso, ou na mochila. Qualquer pessoa que acorde pensando em mudar o mundo sabe que deve ter pelo menos uma club social no bolso, um mentos e um salgadinho qualquer na mochila. Com sorte, leve algumas notas de dois reais e moedas de um, porque vai que tem uma máquina de venda automática (quase traduzi vending machine ao pé da letra).

Não grave videos dos bastidores com atores amadores. Vamos combinar, você quer que a sua revolução de certo. Você já alcançou os TTs do twitter, sua mãe já te deserdou de vergonha, você tem toda a imprensa voltada para a maracutaia que você causou, tudo está indo de acordo com o plano, aí você pega um integrante revolucionário que faz um video de divulgação da sua anarquia desse modo:

Amigos, vamos combinar, o que queremos é credibilidade. O discurso “a mídia aliena” geralmente conquista um bom público, é batata, mas se for para dizer “meu deus, tão me violentando” quando a galera tá te empurrando como se estivesse entrando no metro da Sé, você queima os ideias do seu grupo.

Lembre-se, demita os diretores do youtube aspirantes a Michael Moore.

Outra coisa importante, conquiste o apoio popular. Acho que isso é o mais fundamental ao se avaliar essa treta. As discussões pelos power points do facebook é “Bando de Playboy FDP quer usar maconha” X “Galera está alienada, o sistema é corrupto”.

Vamos parte do ponto fundamental disso: Logo no estouro disso, com invasão de reitoria e etc,  a noticia que estava circulando é “PM tenta prender usuário de maconha e alunos protestam”. Eu não dei atenção na época, mas as noticias mostravam que a PM estava “só fazendo o trabalho dela” e os estudantes “agiram de modo agressivo, atacando a PM”.

Para qualquer pessoa que está por fora, isso soa apenas como uma reação exagerada, e desse ponto de vista, eticamente e politicamente errada, já que maconha é proibida etc etc. O campus é, teoricamente, um lugar para se estudar, e se você ve noticias de estudantes revoltados por usarem drogas nos campus e não quererem ser punidos, você liga A + B, e tcharam, você acaba de criar a imagem de estudantes babacas.

Aí virá a história “Ah, mas a situação é muito mais do que isso, teve a eleição do reitor que desrespeitou a democracia, a PM não sabe fazer o serviço direito, o facebook mudou completamente e eu não consigo mais stalkear ninguém.

Então vamos lá amigo, de novo, apoio popular. Não adianta você querer fazer uma revolução, com a mídia tento material para te acusar de um pedofilo vendedor de churros e depois querer dizer que o povo brasileiro é alienado e mimimi. Breaking News, o povo brasileiro é alienado, a maioria tem a Globo como única fonte de informação. Ninguém ouvir falar de nenhuma manifestação pacífica, nenhuma tentativa de abaixo assinado por causa do reitor ou da atitude da PM, e até onde o mundo é mundo, a USP é pública e etc.

Outra coisa importante para fazer sua revolução caseira é fique atento ao seu próprio discurso.

Acho que o mais importante de ressaltar aqui é: É babaquice achar que só porque tem uma tropa de choque querendo te expulsar de um lugar público que você invadiu, lhe da o direito de achar que pode se comparar a ditadura.

E quando você entrar num onibus para ir para a delegacia, não coloque nada de “sou preso pólitico”, sério, simplesmente não faça.

Use e abuse das cameras. Ok, a porra ficou séria, vocês invadiram o lugar, e tem um monte de cameras para observar vocês. Se você, junto com seus amigos che guevaras, acreditam tanto no próprio discurso, não quebre as cameras que os observam. E também não coloquem camisa na cara para se esconderem.

Se há tanto orgulho e fé na própria revolução, você tem que dar a cara a bater, e deixar material para provar que foi realmente a policia que quebrou tudo, e que vocês não fizeram nenhum coquetel molotov.

Aliás, uma dica pós-revolução, cuidado quando for fazer a prova. Esse ano falar que “bombou” em uma delas pode soar como confissão.

Em resumo, pense antes de agir amigos. A USP é um exemplo que, não importa a causa, se você fizer uma “revolução” do modo errado você vai parecer um babaca. É claro, não estamos levando em conta aqui o péssimo jornalismo que não está nem um pouco imparcial e tudo mais.

Mas a gente imagina que se você estudou a ponto de passar na USP, você deve entender como a mídia funciona.

(Não sei se ficou sério demais, mas lembrem-se que metade é sério, e a outra é pura ironia. É o AloPF, e não um spin-off da Carta Capital, né galera)





Tudo aquilo que esqueceram de te falar antes de beijar a boca dela(e) e você não sabia ou evitava saber

7 10 2011

Para quem não sabe, um relacionamento é o ato de unir duas pessoas que não pensam necessariamente igual e fazer AMBAS pensarem junto. Seja numa amizade, namoro, ou casamento; uma relação pode ser resumida nisto (ou algo assim). Eu defendo a idéia de que deveríamos viver em estado de “semi-isolamento”, nos encontrando com os nossos semelhantes somente no momento da procriação. Como nem eu sigo esta tese, explico-a com mais detalhes (e provo que estou certo) em outro momento. O fato é que um beijo leva ao sexo, que leva a outro, que leva a uma paixão, que leva a um namoro, não necessariamente nessa ordem.

NOTA DO AUTOR: Se você for uma pessoa mais apressada, gostaria de lembrar que o que está neste texto não vai, necessariamente, se aplicar a você. Também não leve tudo o que está aqui como verdade absoluta, não vale a pena. E o mais importante: os ensinamentos deste texto foram retirados das experiências do autor e de pessoas próximas a ele ao longo dos seus longos anos de frustrações amorosas. Se você já beijou a minha boca alguma vez, saiba que sim, você me ajudou a construir o texto que se segue. E não, eu não vou falar para você qual a parte da qual és responsável. Sua vadia (rs).

OUTRA NOTA DO AUTOR: ele tá com preguiça de procurar imagens para colocar neste texto, então vocês que se resolva aí lendo um texto com uma única imagem.

Quando conhecemos alguém e por esse alguém nos apaixonamos, dificilmente fazemos caso dos defeitos. É bem verdade que isso é um “mal necessário”, já que ninguém vai se apaixonar por alguém sabendo que essa pessoa costuma aceitar carona de estranhos querendo saber se você possui mente aberta por estar vestindo camisas gays “otaku like”, que ouve Tim Maia nas manhãs de domingo ou que ela curte Glee, não é mesmo?

O grande problema desse tipo de atitude, é que com o desenvolvimento do relacionamento, esses defeitos tendem a se tornar a coisa mais insuportável do mundo (não, ele não gosta de assistir Glee com você, desiste fia). Aliado a isso, temos aquela famosa liberdade que se cria com o tempo e que nos dá o direito de fazer certas coisas, tais como: um peido para aquecer o teu piu piu quando vocês forem dormir de conchinha, um arroto após o aquele almoço de domingo na casa dela (com a mesa lotada, lógico), seu namorado te chamando de louca durante a sua TPM sem medo de ser feliz (ou assassinado), ou a sua namorada te pedindo para mudar aquele pequeno hábito que no início do namoro te fazia ser “o cara”, mas que agora te faz ser apenas um babaca. Logo, meu jovem e inexperiente aprendiz padawan, saiba que ninguém vai mudar por você. Não completamente.

amor toco frio me aquece pfv

Aí você me pergunta “como assim não vai mudar de verdade, ó mestre do saber e portador do conhecimento universal, menino Guilherme?” e eu respondo você dizendo que a pessoa pode até mudar, mas só enquanto estiver ao teu lado. Tenha em mente que assim que a sua relação for para a puta que pariu, a pessoa vai voltar a ser o que era, ou algo semelhante. O que eu tenho a dizer para você? Se adapte aos defeitos da pessoa. Ninguém é perfeito e nem tem que se moldar ao que você acha que é o ideal. Então você diz “mas ele tem que mudar, ele tem que melhorar, é para o bem dele!!!” e eu respondo “tudo bem, mas quando tu ver que a pessoa já não é mais quem você conhecia, não reclame, pode ser?”

Vamos dizer que a mudança é realmente necessária e que ela tem que parar de assistir Glee e começar a assistir séries de verdade, não seja A razão da mudança, e sim uma das razões para a pessoa mudar. Isso já ajuda bastante, sério.

Outra coisa que muito tenho visto por aí é o péssimo hábito das pessoas de não falarem o que estão sentindo (risos) de verdade, seja isto algo bom ou ruim para o parceiro. Duas desculpas são muito famosas nesses casos, são elas “eu não te queria fazer sofrer” e “o problema não estava em mim, e não em você”. Tais frases costumam ser uma ótima maneira de reduzir a dor alheia, só que não.

Se algo estiver dando errado, diga, insista, converse. Não deixe que uma coisa boba se torne um motivo para um fim de algo que está dando certo. E insista novamente, já que quase nunca é tarde para dar uma segunda chance ao ~amor~.

Agora a grande questão que muitos assola será respondida: O que significa dizer que um relacionamento deu certo? Para muitos, um relacionamento que dá certo é aquele que nunca acaba. Contudo, várias linhas de pensamento propõem algo diferente e permitem que um relacionamento que não dure para sempre possa ser considerado um relacionamento que deu certo. Ou algo assim. Um levantamento feito com os mestres do saber @vinik, @rafabarbosa e @ohmaria nos trouxe algumas respostas interessantes, são elas:

(11:28:10) @ohmaria: que vc aprendeu algo com a pessoa, ensinou algo a ela e ainda repeita-a e é respeitado por ela

(11:28:18) @ohmaria: mas isso teoricamente

(11:28:53) @ohmaria: pra mim “deu certo” é permanecer junto, com esses pontos q citei acima

(11:29:25) Guilherme: Juntos “para sempre”?

(11:30:03) @ohmaria: se possível

(11:31:43) Guilherme: e se não ficarem juntos, ainda assim, é possível dizer que deu certo?

(11:32:09) @ohmaria: calma

(11:32:35) @ohmaria: digo que TEORICAMENTE dar certo é um relacionamento q teve esse pontos q te falei

(11:32:42) @ohmaria: mas na minha cabeça

(11:32:49) @ohmaria: e como funciona na MINHA prática

(11:33:03) @ohmaria: só “esta dando certo” se vc ainda ta com a pessoa

[...]

(11:39:29) @ohmaria: mas eu acho q se ambos acrescentarem algo ao outro etc

(11:39:38) @ohmaria: não vejo mto fora desse parâmetro

(11:39:44) @ohmaria: de “ter dado certo”

Já @vinik vai além:

(12:01:24) vinik: Todos saem ganhando

(12:01:25) vinik: Ou seja

(12:01:34) vinik: verbo conjugado no passado = acabou

(12:01:51) vinik: senão seria “está dando certo” <- telemarketing ftw

(12:01:54) vinik: porém

(12:02:03) vinik: como foi algo certo, ninguém saiu perdendo

(12:02:20) vinik: CLÁUSULA 1 – DOS GANHOS

Se, quando o relacionamento começou o participante era:

1.1 – Virgem, ele no mínimo fez sexo (mínimo 2 vezes, para não ser considerado como one night stand)

1.2 – Era pobre, ganhou mais de 6 presentes (até 2 é só considerado parente, até 5 é só amigo intimo)

(12:03:31) vinik: CLÁUSULA 2 – DAS PERDAS:

Nenhum participante sente que está perdendo muito, já que já obteve o máximo do relacionamento. Então não há motivos nem para voltarem futuramente, nem para ficarem tristes por ter acabado

(12:05:14) vinik: CLÁUSULA 3 – DOS REBOUNDS

Como deu certo, não haverá rivalidade entre os ex-participantes dos relacionamentos, então, está permitido:

3.1 – Pegar os amigos do participante

3.1.1. – Salvo os amigos mais íntimos, para não ferir o Bro Code

3.2 – Pegar parentes (parente nunca serão amigos, por mais íntimos que sejam)

3.3. – Pegar os parentes uma linha acima na árvore genealógica (ou seja, pais e mães, avós já são um abuso)

E o @rafabarbosa, deu uma resposta típica dele(mas sincera):

(11:29:37) Rafael Barbosa //: significa que vc atingiu as bodas de PLATINA

(11:30:04) Rafael Barbosa //: na vdd, bodas de.. sei lá

(11:30:15) Rafael Barbosa //: ouro

(11:30:29) Rafael Barbosa //: tecnicamente, um relacionamento só deu certo se vcs passaram a vida toda juntos

(11:31:30) Guilherme: E se não passaram, deu errado?

(11:32:19) Rafael Barbosa //: ué, se não passaram, bem, acho que não, né? Mas sei lá. Nem eu tive um relacionamento assim pra saber o que dizer com certeza

Aí você me pergunta o que EU acho que é necessário para falar que um relacionamento “deu certo” e eu respondo “olha, meu amigo, eu confesso que isso ainda é complexo demais pra mim, e que eu não sei falar sobre algo o qual eu não vivi ou evitava viver, pode ser?”. No mais, fiquem com essa linda frase que eu achei por aí e resolvi adaptar para o texto: o objetivo de um relacionamento não é escolher o melhor par possível mundo afora, mas construir o melhor relacionamento possível com quem você prometeu amar. E chega desse assunto pois eu não quero ver esse texto indo para em emails com textos que se propõem a ser do Jabor.





Conto Erótico da Terceira Idade

27 09 2011

Nunca imaginei em vida, que atender o balcão de uma loja de informática pudesse ser tão complicado, ou até mesmo, inusitado. Eu poderia entrevistar um balconista e escrever um livro sobre ele, tenho certeza que histórias não faltariam.

Por exemplo, nunca imaginei na minha vida que poderia co-dirigir um filme pornô

Mas a vida dá voltas. Tudo começou quando um cliente chegou na loja, fazendo uma pergunta um tanto óbvia:

- É aqui que é a loja de informática?
- Imagino que sim. Qual o problema? – respondi calmamente, porque sou um cara muito pacífico e manero
- É que eu tenho… Eu preciso gravar um negócio e não consigo.
- É câmera digital?
- Hm?
- Webcam? – Ia tentar explicar, mas desisti – Você quer gravar o quê?
- É um negócio muito importante, você sabe mexer nisso, né?
- Sei – sendo que eu não tinha a mínima idéia do que ela tava falando, mas imaginei que fosse webcam
- Tem como você fazer uma visita em casa?
- T-tem, mas hoje não dá – Já tinha começado a ficar com medo
- Amanhã eu passo aqui então.
- Espera, tem um outro técnico que vai voltar daqui a pouco e-
- Não, você vai lá amanhã. Eu venho te buscar

E o velho saiu (eu esqueci de mencionar no começo do texto que era um velho pançudo). Ok, fazer visita ao cliente não deve ser ruim.

No dia seguinte, ele voltou para “me buscar” para eu fazer a tal visita. Imaginava eu que ele pelo menos viera de carro, certo? 2 horas de onibus até a casa dele.

Depois descemos e fomos andando por umas ruas estranhas, entramos em um terreno baldio, atravessamos e chegamos num estábulo. A casa dele era um barraco escondido entre os cavalos. Fato importante e que será usado dois parágrafos a seguir: Estava extremamento calor no dia.

Entrei no barraco de dois cômodos dele (3 na verdade, era meio metro quadrado de cozinha e 4m² de um quarto-banheiro. A casa era CHEIA de celulares, tinha uma televisão enorme de 46′ LCD. Mas vamos imaginar que ao invés de gastar na comodidade ele gastava na qualidade.

Ele chegou, tirou a camisa, jogou na pia da cozinha e disse pra mim “Se quiser tirar fique a vontade”.

Eu escrevo calmamente hoje, um ano e meio depois do que aconteceu, mas no dia eu estava apavorado.

Enfim, tentei ficar na minha fazendo a pergunta mais idiota possível “Onde que está o computador?”. O cara tem um barraco de dois comodos e eu tive a moral de perguntar isso.

Ele me levou até o computador, me mostrou o arquivo que era para gravar e até ai a vida era bela. Era um video que começava com a festa da sobrinha de 6 anos dele.

Abri o Nero, fiz as seleções e mandei gravar.
Não sei quantas pessoas já gravaram um video em um DVD pelo Nero, mas para quem não sabe, ele mostra um pequeno preview do video enquanto grava.
Começou com a festa, depois mostrou um quarto… Nessa hora eu olhei em volta (o velho tava sem camisa sentado na cama) e vi que era o mesmo quarto do vídeo. Depois apareceu uma velha, apareceu o cara, eles diraram a roupa e começaram fazer sexo como samambaias ao vento.

Sabe, existe algum motivo pelo qual vídeos pornôs da terceira idade não fazem sucesso.

Enquanto isso tudo acontecia na dela, eu tentei disfaçar, comecei a ler o manual da camera dele e um monte de coisas.

Quando o video finalmente terminou (1 hora 46 minutos [que o Nero demora uns 20 para passar todos os quadros], provavelmente um recorde depois que o cara passou dos 50, realmente um filme porno), ele pegou o DVD e falou “Agora deixa eu testar”.

Antes que eu falasse que não era necessário, ele colocou o filme na TV de 46′ dele.

Isso não sendo o bastante, ele começou a apontar e fazer comentários sobre a performance dele.

Depois de passar por uns 10 minutos da versão exclusiva com comentários do diretor/ator, usei uma desculpa “Então, tenho outro cliente para ir e preciso ir embora”.

Ele se ofereceu para me acompanhar até o ponto. Aceitei, porque ele morava no meio de um monte de barraco e eu tenho o costume de ser assaltado.

Chegando no ponto de onibus, que tinha mais pessoas do que o carro que distribui a Sopa da Solidariedade

o velho (sem camisa) tira o dinheiro do bolso “Toma aqui pelos seus serviços”.

Bom, para quem não me conhece e nunca leu nada que escrevi, meu pseudônimo é vinik (@), e aparentemente sou um Go Go Boy da Terceira Idade. Quando tiver vontade estarei compartilhando minha vida aqui no Alo PF!





10 09 2011

Nos últimos dias o ato de respirar estava se tornando cada vez mais difícil. O ato de se preocupar e pensar em tudo aquilo que não mais era importante a cada instante deixava ele pior. Apesar do ótimo momento que vivia – não tão bem quanto ele gostaria, mas melhor do que ele poderia imaginar, ele dizia – naquele dia tudo parecia conspirar para dar errado.

A noite, uma dose dupla do seu whiskey favorito e outra de vodca. Tudo o que ele queria naquele dia.





Mais devaneios

16 08 2011

Pois bem. Não faz muito tempo que eu deixei aqui um, texto falando em poucas palavras como a minha vida tinha se tornado uma coisa insuportável. Falei também que queria mudar aquilo tudo, e que a mudança talvez já estivesse acontecendo. Depois daquele texto, eu comecei a pensar em tudo aquilo que me aconteceu nesse ano, e tudo aquilo que estava para acontecer. Pensei na minha maneira de ser, de encarar o mundo, na forma como mantinha o meu namoro, o meu emprego, enfim, pensei na minha vida como um todo. Percebi que o trabalho que eu mais desejei em toda a minha vida, era o que mais me destruiu, consumiu forças, alegrias e, poderia eu dizer, a minha paz. Como eu disse me sentia como um equilibrista que caminha em uma corda, colocada no alto de um prédio equilibrando meia dúzia de pratos de porcelana, num dia de ventos fortes. Sabia que aquele mecanismo ainda ia “degringolar”. De fato, foi isso o que aconteceu. Mas ainda não é tempo de falar sobre isso. O fato é que, além de um emprego que tão mal me fazia, ou eu passava o resto do meu tempo perdendo aquilo que julgava ser importante, ou eu me perdia tentando perceber o que estava acontecendo comigo. Parei, pensei, refleti. Tentei ser sincero comigo ao menos uma vez na vida. Notei que já tinha passado da hora de mudar algumas coisas (várias, é bem verdade, mas eu não vou listar todas aqui. É desnecessário), de me arriscar mais, de sair da minha zona de conforto. E comecei a planejar. Uma mudança como a que estava por vir não aconteceria da noite para o dia, também não deveria ser feita “nas coxas”. O fato é que, ao longo de um mês e meio, eu consegui ver tudo o que tinha que ser feito, e decidi que não mais deixaria passar a oportunidade que estava na minha frente. Eu lutaria, eu sofreria, eu erraria, mas conseguiria mudar. Seguiria os conselhos que daria, faria coisas que sempre disse ser incapaz de fazer, mas que apenas não fazia por medo de tentar. Me arriscaria. Cada dia seria uma luta, uma batalha em busca da tal mudança que eu tanto precisava. O problema é que, quando eu mais precisava de ajuda, quando a tal mudança chegava ao seu momento mais importante, eu fiquei só. Quem eu escolhi para me ajudar, para apontar os meus erros quando fosse necessário, ou simplesmente me dar colo quando necessário fosse, me deixou só. Demorou, mas logo vi que dali em diante tudo dependeria única e exclusivamente de mim. E eu comecei a mudar. Rápido e intensamente comecei a fazer tudo àquilo que eu sempre queria, mas tinha medo. Comecei a me permitir. Em três semanas eu fiz coisas que, se me contassem que eu faria três meses atrás, eu não acreditaria. Lembrei que existem amigos, e que sem eles eu nada seria. Lembrei que eu posso ser feliz, e que eu posso me arriscar e não quebrar a cara. Lembrei que não preciso ser tão inseguro e que as coisas às vezes podem dar mais certo do que os meus pensamentos ruins podem imaginar. Eu sei que ainda vou cair, sei que ainda vou sofrer. Está sendo fácil? Lógico que não! Se eu fico bem o dia todo? De maneira alguma! O pior momento do meu dia é quando eu deito e vejo que estou só. Quando isso tudo vai passar, e eu terei a real noção de tudo isso que está acontecendo e a influência disso na minha vida? Sinceramente, eu não sei. Tento não me importar com isso, tento viver cada instante de uma só vez, tento tirar o máximo de todos esses sentimentos estranhos que tem tomado a minha mente nos últimos tempos.

Agora to aqui, sozinho em casa, após tomar uma das decisões mais fodidas do ano, escrevendo esse texto ruim, cheio de mimimi bububu nhenhenhe na esperança de que ele ajude em algo. Enfim, deixa eu sair da frente desse computador pois não vai ser na frente dele que as coisas irão mudar.





Apenas um desabafo durante a madrugada

24 06 2011

Uma da manhã e cá estou eu. Faz dois meses que eu não consigo escrever nada, sequer uma redação. Em seis meses, a única coisa que não mudou na minha vida foi o meu namoro. Pois é, estou com a mesma pessoa há quase nove meses. Mudei de casa, sai do meu curso de téc. de jogos digitais para me preparar para o ENEM (ou fazer um pré-vestibular, se assim preferir) e estou no meu terceiro emprego (neste ano). Isso tudo, aliado ao meu péssimo modo de gerenciar a minha vida, está acabando com a minha capacidade de pensar.
Calma, não estou com nenhuma doença neurológica, só estou sem inspiração nenhuma. Tenho feito as coisas de uma maneira tão desorganizada, que me sinto como um equilibrista indo de um prédio a outro sobre uma corda de aço enquanto segura quinze pratos de porcelana em um dia com poucos ventos: por mais seguro que você esteja você sabe que tudo pode desmoronar com uma facilidade tão grande, que chega a ser estranho você ainda estar em pé.
Mas eu sei que uma hora tudo vai se acertar (como está começando a se acertar), as coisas ficarão boas, e eu conseguirei escrever regularmente para este blog falido.





O Guia Definitivo do Leitor de Blogs

22 03 2011

É fato que este meio de comunicação, já consagrado, passou por altos e baixos durante a longa vida da internet, mas, mesmo assim, este vem se mantendo firme e forte como veículo de comunicação, formação de opinião, e compartilhamento de porn/músicas ilegais (ou para escrever 11 livros mesmo). Conforme o avanço da internet, os blogs deixaram de ser um serviço fechado e se tornando um veículo livre. Cada vez mais os especialistas de social media entertainment que nada sabem, vem se perguntando se os blogs “iriam resistir a criação dos podcasts, dos vlogs, dos serviços de microblogs, o site com o vídeo da minha avó dançando de biquíni na praia de Ipanema no carnaval de 1967” e qualquer outra porcaria aonde um sujeito conseguisse liberdade para falar o que viesse a sua torpe cabecinha. Ao ter acesso a uma prévia de um podcast ainda em segredo, me deparei com a seguinte questão: alguém aí nessa gloriosa internet já classificou, rotulou e ensinou a ler os diversos tipos de blogs existentes na web? Pois é com muito orgulho, queridos amiguinhos, que hoje vocês terão essa dúvida mortal resolvida. Nós do Alo PF!, temos o orgulho de apresentar o Guia Definitivo do Leitor de Blogs.

Hoje vamos ter blog

 

 

A blogsfera é uma dimensão paralela na qual vivem as maiores autoridades do ramo da blogagem marota de toda a internet. Ela é conhecida também por ser um dos locais mais hostis de toda a internet, ficado apenas atrás dos mapas de WOW, sendo prontamente seguida pelo site de microblogagem (que também é usado como rede social) Twitter.

Só se torna um membro de seleto clube da blogsfera gold quem é gordo já escreveu 11 livros, foi ao Porto Cai Na Rede, ou deu autografo para algum nerd após brigar na Campus Party. Não é membro da blogsfera gold se não fizer posts com os links mais quentes da semana nas sextas feiras desse meu Brasil varonil sem ao tiver Page Rank bom ou não receber fotos de suas leitoras com pouca/nenhuma roupa com o nome do blog/autor escrito em suas belas partes.

Dito isso, vamos começar as apresentações dos diversos blogs que por aí existem, a começar por esse que tem feito diversas pessoas emanar sons semelhantes a um “shuahsuahsuhasuhaushaushuahsskopskopskspokspokspoksposkposkapokposkpks” pela web afora, os Blogs de Humor Manolo:

Você sabe o que é um Blog?

Compostos de um humor leve, descontraído, e totalmente de raiz, os blogs de “humor Manolo” são a coqueluche do navegador internético. Suas imagens e seus vídeos de humor fazem milhares de jovens darem risadas nas tardes de sábado em frente ao PC. O que ninguém sabe, é que a maioria das imagens que ali são postadas são retiradas de sites com “chan” no sufixo do nome, blogs americanos pouco conhecidos pelo grande público e semelhantes, que são postadas após serem devidamente traduzidas e receberem a logo do blog

Poucos sabem, mas a grande maioria dos autores deste tipo de blog é órfã do quadro “os melhores vídeos da web”, que outrora passaram no Domingo legal. Após serem abandonados, os “zuões” foram para a web e criaram um novo modo de propagar a diversão e a alegria através de seus monitores CRT de 17’’.

Os comentários nesse tipo de blog se resumem a altas risadas, geralmente semelhantes a “kospkospkpsokspokspokspokshsuhsaushaushuhaushaushauhusahuahauhauhauahuahauhauha cara você é um gênio”. Não espere nada maior que isso, você não encontrará. Espalhe todo o conteúdo desses blogs para os seus amigos nos mensageiros instantâneos nos quais você estiver cadastrado, se tiver um blog, faça links para os posts que lá você encontrar, e não se esqueça: o dono do blog de humor Manolo geralmente é a pessoa mais genial do mundo (na sua insignificante opinião).

Só feras

No próximo texto da nossa série de textos sobre blogs: o que você pode encontrar pelas páginas lotadas de imagens e poesia do Tumblr.








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